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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Férias de Verão 2013 - Hum, Croácia

Hum, a menor cidade do MUNDO!

Descobri Hum naquela mesma edição do Globo Repórter que eu vi sobre o Parque Nacional, e que me atiçou a vontade de conhecer a Croácia.
Corri procurar no mapa e descobri que dava pra encaixar na nossa rota e antes mesmo de decidir exatamente pra onde iamos eu já havia decidido que passariamos em Hum.

Saimos de Opatija no sábado dia  vinte de julho, véspera do aniversário de três anos do nosso Pokbunny, deixar aquele paraiso não foi fácil, tanto é que antes de pegar a estrada ainda rolou mais um passeiozinho e um mergulho depois do café da manhã.

Lá pelas onze da matina pegamos a estrada, de acordo com o Santo Google estavamos apenas há 34km de distancia e a viagem não passaria de quarenta minutos. Saimos na hora que TODO mundo estava chegando e pegamos um pouco de transito, a viagem durou mais o menos uma hora.

Hum fica no meio do nada, no topo de uma colina e chegar lá é um pouco mais complicado doque o Google diz, a sorte é que como é um ponto turistico e estavamos no verão, tinha mais gente indo pra lá.
Estavamos parados numa bifurcação tentando decidir no cara ou coroa pra que lado seguir quando um carro parou do nosso lado, placa da Croácia, fui logo pedindo ajuda (Károly não é chegado aos meu métodos kkkk). Eu mal falei o nome da cidade e a moça muito gentil sorriu, fez cara "aiii esses turistas" e disse pra segui-la colina acima.

Cinco minutos depois lá estavamos nós, na porta de entrada da menor cidade do mundo. 
Numa guarita o rapaz vendia ticket do estacionamento (10 kunas - 1.40 euros) e entregava um folder informativo sobre a cidade, tudo muito organizado.
O estacionamento fica do lado oposto ao portão de entrada, do ladinho do cemitério da cidade.



Não tinhamos todo o tempo do mundo, afinal estavamos a caminho de Ljubljana, no entanto o tempo que tivemos foi mais que suficiente.

Hum é realmente minuscula e em menos de quinze minutos você conhece a cidade toda (duas ruas principais umas vielinhas). Muito bem conservada, com suas ruas de pedra e casinhasque parecem de contos de fadas, encanta a todos os visitantes, é uma viagem no tempo. Me senti como se estivesse num filme de época ou no livro de contos.

É muita história pra uma lugar tão pequeno, eu andava por ali e ficava imaginando como era a vida daquelas pessoas, como era viver num lugar daqueles.

Hum tem em torno de 17 habitantes e apenas uma crianças, o menininho Carlos que deve ter uns quatro aninhos (vi no Globo Reporter), infelizmente não o encontramos pra brincar, mas vimos sua bicicletinha na porta da casa dos seus pais. 


O portão de entrada e a Igreja de São Jeronimo na praça central.
Hum com suas vielas e casinhas
Apesar de ser uma mini-cidade, Hum oferece uma excelente estrutura. 

Tem lojinhas de souvernirs que além de camisetas, chaveiros, imãs e afins, também vendem produtos locais e da região, como vinhos, mel, pastinhas trufadas (a região é famosa pelas trufas), azeites e outras delicias, você pode inclusive provar.
Também tem uma pousada e um bar-restaurante muito bacana, infelizmente estavamos de barriga cheia então não deu pra provar a culinária local, deixamos pra próxima. Mas o cheiro vindo de lá era delicioso.


Ahhhh e tem caixinha de correio, pra acabar com aquele enrolação de comprar postal e não mandar porque não achou caixa ou agencia pra enviar. =)


Bora mandar uns cartõs.
Cartões de crédito são aceitos em todos os estabelecimentos (a pousada eu não tenho certeza), você pode escolher se prefere pagar em Kuna (moeda local) ou euros, pra pagar o estacionamento também.


Mais um dia feliz da nossa familia =)
Parece besteira, mas eu fico até meio emocionada quando falo desse lugar, não sei explicar, talvez porque visitamos numa data tão importante pra gente (no final de semana de aniversário de 3 anos do filhote) ou apenas  por ser mais um lugar especial que eu sonhei conhecer e conheci junto com aqueles que eu amo tanto, sei lá, só sei que a cidadezinha ficará pra sempre na memória e no coração.

Se vai ficar na memória do Pok eu já não sei, mas que ele aproveitou por lá, ele aproveitou! =)

Fazendo eco na entrada da cidade.
Correndo livre...
Pausa para um descanso....
E um sorvetinho.... 

Pra quem quer sair um pouco da rota, pra quem gosta de história e curte lugares especiais, esse é um lugar pra visitar. Rola uma energia boa, realmente me marcou bastante e eu super recomendo pra todo mundo. =)


Caso não tenha carro e não queira alugar um, acredito que agencias de turismo em Pula, Zagreb ou nas cidades mais próximas ofereçam passeios pra lá. Há 4km tem uma estação de trem e o ponto de onibus fica 15km na cidade de Buzet, pode ser que desses dois pontos role ir de taxi.

Sugiro contactar o pessoal desse site, de repente eles podem ajudar, vi que oferecem uma trilha pela região, de repente é mais opçao bacana pro passeio.


Nossa próxima parada ou melhor, nosso próximo post será sobre nossa parada de menos de 24 horas em Ljubljana e as 15 horas de volta pra casa. =)

Beijocas e até mais.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Férias de Verão 2013 - Opatija, Croácia.

Nossa, nunca na história desse blog posts sobre uma viagem demorou tanto tempo pra sair, gente eu juro que não é má vontade, é pura enrolação minha e um pouquinho de falta de tempo hahahhaa.

Eu quero que os posts fiquem bonitinhos, com fotos, informações úteis e ai acabo toda enrolada, começo mexer nas fotos e lembro que preciso imprimir, ai páro e vou separar as fotos pra imprimir, começo ver dados oficiais pra dar informações corretas e me lembro que uma amiga me pediu um roteiro não sei onde, ai lá vou eu procurar nos meus arquivos, essa vida de libriana é dificil!

Bom, mas agora eu to aqui e bora pra nossa estadia em Opatija que foi suuuuuuper legal, um dos lugares mais bonitos que já estive e eu SUUUUUPER recomendo, especialmente pra familias, já que pra galera que tá na "pegação" (será que quem tá nessa lê esse blog???) pode ser meio sem graça.

Em Fevereiro quando estavamos organizando essa viagem concordamos em ficar em albergue, era uma idéia que agradava nós dois (eu e o querido), reservamos albergue em Zagreb e Ljubljana, mas quando chegou a vez da praia a coisa complicou. 
Nossa primeira opção era Rijeka, Károly já havia passado por lá e tinha gostado bastante, a cidade era de bom tamanho e com bastante opções de lazer, o problema é que os albergues melhorzinhos custavam quase o mesmo valor de um bom hotel em Opatija, um lugar lindo e cheio de história do ladinho de Rijeka.
Quando vi as fotos e li as histórias não pensei duas vezes, deixei de lado a idéia de albergue e me joguei num belissimo hotel com piscina de frente pro mar.

Chegamos em Opatjia super cansados depois de um longo dia camelando no parque nacional, a viagem do parque até lá foi recheada de paisagens maravilhosas e uma serrinha pesada que me lembrou bastante a serra que vai pra Ubatuba, talvez um pouco pior nos trechos de praia, mas tão linda quanto.
Só faltou um carrão conversivel pra eu me sentir em um filme, porque a paisagem e a estradinha estreita e perigosa nós tinhamos, o galã também hahhaha.



Me apaixonei pelo lugar logo de cara, tudo era lindo, charmoso e bem conservado, inclusive os casais de velhinhos que devem passar o verão por lá desde 1500, desculpa, não deu pra segurar. É que tem muitos casais da melhor idade e eu ficava criando histórinha. Me encantei por eles também, sempre muuuuuito bem arrumados, homens de camisa de linho e as senhorinhas com pérolas e muito laquê no cabelo, uma finesse

Muito charme e muita historia
A capelinha que ja foi uma abadia, construida em 1506


Agora vamos ao que interessa, o hotel!

Um pouco antes da nossa ida eu vi na página do hotel no site que eu fiz a reserva, alguns comentários negativos sobre o anexo, o local onde ficariamos hospedados. Todos falavam que era velho e desconfortável, que não tinha internet e nem ar condicionado, parece besteira mas fato é que atualmente é o minimo que as pessoas esperam de um bom hotel.
Eu fiquei meio sismada, tentei achar outro hotel mas ja era tarde demais e ou ficavamos com aquele mesmo ouuuuuu não iriamos mais, tentei contato via email, querendo mais informações e claro, fui ignorada. Isso me deixou meio puta, sou escolada em hotelaria e hotel que sequer responde email mosta que não tem consideração pelos seus hóspedes.

Já passava das 18:00 quando chegamos, tava calor pra caramba e eu suuuuper cansada. Paramos na frente da entrada principal e eu segui pra portaria pra saber onde poderiamos estacionar e tals, eu sabia que aquele era o prédio principal, o nosso era o anexo. 
O senhor que me atendeu foi bastante simpatico, explicou onde era o nosse prédio e que o estacionamento ali era gratuito, porém já estava lotado. Me deu o cartão do outro estacionamento que ficava numa colina e disse que poderiamos descarregar o carro e depois parar nesse local, o preço lá era dez euros por dia.

Bom, parar na rua sei la onde tava fora de cogitação!
Chegamos no Villa Amália, o nosso anexo e a recepcionista também foi bem gentil, porém pouco eficaz. Mesmo vendo que eu tava carregando a casa nas costas sequer deu o trabalho de chamar alguém pra ajudar, ponto negativo!

Enquanto o Károly tirava o resto das coisas eu subi pro quarto e constatei o fato, era realmente bem velho kkkkkk, carpetado, com colchas e cortinas de veludo que deviam estar lá desde 1920, quando o hotel foi construído.
Sem ar condicionado, internet ou sequer um frigobar pra ter uma água gelada pra refrescar.
O banheiro era descente, tudo funcionando muito bem e limpo, isso eu acho importante demais, se não tivesse em ordem eu teria ido embora sem dó!

Lembrei do velho ditado "aquilo que não tem remédio, remediado está!", jurei que não iria emburrar, que iria encarnar a polliana e ser feliz com oque tinhamos.


Fomos estacionar o carro e na volta pudemos apreciar um pouco mais daquele lugar lindo, parei na recepção pra ter uma palavrinha com a recepcionista, confirmar se realmente não teriamos água gelada, internet e afins.
Ela disse que sentia nuito, mas que realmente nada disso estava disponível nos quartos daquele prédio. O fato de ser velho dificulta reformas blablablabla, mas hey, tinha café da manhã incluso e de tanto encher o saco por email conseguimos um quarto de frente pro mar, na nossa reserva não incluia café e nem vista. Eles não responderam o email mas leram e tentaram ser bacanas, ponto positivo.


Desfizemos as malas, me livrei daquelas colchas de veludo, abri as cortinas e voilá, tudo estava bem melhor, aquele aspecto de casa velha, fechada foi embora quando a luz e a brisa entrou. Pok tava fazendo a festa, feliz da vida. Ele adora hotel, novo ou velho, feio ou bonito, é com ele mesmo!

Vista linda!
Não é ruim, só é velho! hahaha

Já passava das nove quando saímos pra jantar, a fomos era grande mas a vontade de procurar algo era pequena. Paramos num supermercado que já estava fechando pra comprar água e uns snacks e na volta encontramos uma lanchonete aberta, dali saiu pizza pro Pok e sanduiches pra gente.

O sofá virou a cama do Pok e ele ali dormiu feliz durante as 3 noites. 
Conseguimos trocar os travesseiros de pena e graças a Deus mesmo com aquele carpete e veludo todo ninguém teve crise alérgica.


O sofa virou cama

Meu ventilador mais uma vez foi a salvação da lavoura! =)

Folgadinho vendo desenho e aproveitando o ventinho


Os dias em Opatija foram dedicados a preguiça, foi praia, piscina e passeios pela orla. Antes até haviamos comentado sobre visitar as cidades do lado, mas o calor e a preguiça nos pegaram de jeito e nos rendemos.
Mesmo assim foi maravilhoso, acordavamos todos os dias cedinho, tomávamos um bom café da manhã e dali iamos direto pra água.

A área do hotel era bélissima, exatamente como foi apresentado no site e quanto a isso não tivemos doque nos queixar, tudo muito lindo e muito limpo.
O café da manhã era O CAFÉ DA MANHÃ, extremamente farto e bem servido, a gente não sabia nem por onde começar, Pok até agora ve as fotos e pede pra voltar lá comer!


A área do Hotel  Kvarner
Mais de um seculo de historia.


Praia e Piscina, eu fiquei surpresa com a praia, que na verdade não existe.

Opatija fica na baia do Kvarner a praia foi concretada e pra facilitar a vida da galera foram constuídos decks de concreto e em algumas áreas forma verdadeiras piscinas naturais.

Pra quem gosta de praia com gosta de praia com areia eu aconselho passar longe, já se você for como eu que adora o mar mas detestar areia, esse é o seu lugar! =)

Algumas áreas são rasas e outras profundas, mas por todos os lados a água é cristalina e muito limpa.

Em frente ao nosso hotel era rasinho e isso facilitou a nossa vida, já que estavamos com o Pok e por mais que ambos saibamos nadar, não acho legal levar a criança na bóia pro fundo onde não dá pé pra gente.

A "nossa" prainha!
Uma praia bem diferente doque estamos acostumados

Apesar do calor, o mar não é assim tão quentinho e por isso quando o frio batia corriamos pra piscina do hotel e por lá ficavamos.
A piscina tava sempre morninha e vazia, ali passamos bons momentos. =)

Só nossa hahaha
Tava bom DEMAIS


Pra encerrar o dia sempre tinha um passeio pela vizinhança, jantarzinho, sorvete pro filhote e cervejinha pra gente, tudo sem pressa no maior sossego! =)

Pausa para admiração
familinha
Meus meninos
Hora de encher a pancinha
DORMIU!

A parte complicada e que até me deixou um pouco frustrada foi o sono do Pok. Óbvio que depois de passar o dia na água o menino ficasse com as baterias arriadas, a gente até tentava botar ele pra dormir a tarde, mas a vontade de brincar e aproveitar era maior, ele não se rendia e complicava a nossa vida a noite.
Na segunda noite ele dormiu no banco do restaurante, 19:30 ele estava no sono dos justos, terminamos de comer, tomamos nossa cervejinha, ficamos de papo e ele lá, dormindo e causando inveja na galera que tava com a criançada correndo pra lá e pra cá.

Pra última noite haviamos pensando em um jantar especial e tals, mas nada disso rolou. O jantar especial foi trocado por um restaurante qualquer, já que o que queriamos só começava a servir as 20:00, pedi paella e tava HORRIVEL!
Pok comeu pizza e depois começou o show de horror, berrando pra querer ir embora.

Fiquei triste, frustrada e com fome, nessas horas eu sou PIOR doque criança, assumo!

Voltamos pro hotel no pior humor possivel, Pok dormiu e eu chorei porque queria aproveitar a noite maravilhosa e não podia. Tava rolando uma festa na praia, da nossa janela podiamos ouvir a criançada correndo e brincando, o povo conversando e rindo, podiamos ouvir a musica e ver  lua cheia refletindo no mar.
Tinha tudo pra ser uma noite e tanto, até fogos teve!

Lá pelas 22:00 Károly sugeriu que o acordássemos, mas sei lá porque eu não quis, hoje olho pra trás e vejo que sim, deveriamos ao menos ter tentado, ele estaria descansado e é bem possível que teriamos aproveitado.
Também poderiamos ter jantado no nosso hotel ou ter tomado nosso drink na varanda, ele poderia ter se esticado num dos sofás maravilhosos do lounge e ficado numa boa, mas não, a fome e a frustração não me deixaram pensar. =(

Aprendemos a lição e guardaremos pra próxima.

Uma amiga já me perguntou porque não levamos carrinho, fato é que o carrinho do Pok não é tão confortável e por mais cansado que estivesse ele não teria dormido nele, talvez seria útil pra depois que pegasse no sono, mas tb nem pensei.

Lua linda

Na manhã seguinte estavamos todos numa boa novamente.


Agora vamos aos serviços e diquinhas pessoais...

Pra saber mais sobre Opatija, clique aqui.

Eu sempre uso o Booking.com, é meu site favorito pra fazer reservas, é de confiança. Sempre dou uma olhada na opnião do povo sobre o lugar, o site é imparcial e coloca a opnião de todo mundo, boa ou ruim.

Por toda orla é possível encontrar barraquinhas vendendo passeios de barco, parece bem legal. Alguns duram o dia todo e incluem refeiçoes, outros é apenas uma voltinha pelas ilhas e cidades próximas.

Fora a praia, tem parquinhos bacanas e boas sorveterias para os pequenos, tam também uma feirinha com alguns brinquedos do tipo carrinhos de bate-bate, passeios de cavalinhos, essas coisas. (sou tão boa mãe que só vimos isso na ultima noite quando ja estavamos de saco cheio voltando pra casa, nem foto tem!)

As crianças não são tão bem vindas nos restaurantes dos hotéis e mais refinados, não é atoa que alguns começam a servir o jantar só depois das 20:00. Acredito que é assim justamente porque o público em Opatija é dividido em dois grupos, familia com crianças e idosos hahahha.
Vovós e vovôs discolados que tiraram férias dos seus netinhos querem distancia dos netos dos outros, acho JUSTISSIMO, farei o mesmo quando estiver na melhor idade. =)

Mas olha, não pense que faltam opções, não faltam não, tem muitos restaurantes legais pra todos os gostos e bolsos onde os pequenos serão bem vindos. Apenas não conte com "kids corner" e outras alternativas pra distrair os filhotes.

O hotel Kvarner com toda sua imponencia e beleza, também esqueceu dos pequenos, entre lounges lindissimos, a piscina bacana, boulevard bem calçado e um jardim maravilhoso, não conseguimos encontrar um escorregadorzinho sequer, familias com crianças realmente não devem ser o público alvo deles.

Toda região da baia do Kvarner é belissima, Rijeka, parece ser uma opção bem melhor para mochileiros e quem tá afim de mais badalação. Há também opções de praias com areia nas cidades ao lado. =)

Essa foi nossa estadia em Opatija, pra completar a série de posts sobre nossas férias de verão ainda falta Hum, a menor cidade do mundo, Ljubljana e a volta pra casa. =)

Prometo fazer o máximo pra parar com essa enrolação.

Beijocas e boa semana

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Férias de Verão 2013 - Parque Nacional dos Lagos de Plitvice

Desde que assisti a edição do Globo Repórter sobre a Croácia eu fiquei encantada com esse parque (e com a Croacia toda!). Confesso que não sou lá muito ligada em natureza, mato e afins, tive minha cota de "aventura" nos meus anos de escoteira. Depois dos vinte aninhos to mais pro concreto, cidades e tals.

Enfim, me encantei e convenci o Károly (que já conhecia) que deviamos visitar nesse verão. Ele bem que tentou me avisar que apesar de lindo, o lugar não era bem o meu tipo de passeio. Eu ignorei.

Saimos de manhã de Zagreb e seguimos pro parque, que fica há mais o menos 150km, oque numa situação comum de estrada quer dizer menos de duas horas. No caso dessa viagem, significa mais de duas horas.
A estrada lembra a velha e boa BR116, LOTADA de caminhoneiros com sangue "nozoio" e muuuuitas curvas.




É um caminho bacana, passa por muitas cidadezinhas cheias de banquinhas de mel, vinho e queijos, uma paisagem diferente de tudo oque eu já vi por aqui. Mas tem também o lado triste, que até então não haviamos visto, os resquicios da guerra. Passamos por vilas que ainda estão sendo reconstruídas, casas metralhadas, parecendo uma peneira de tanto buraco de bala.
Entretanto oque mais me chocou foi uma escola, totalmente em ruínas e destruida, é visivel o empenho que houve pra acabar com aquele lugar. =(

Não tirei fotos, na hora nem pensei no assunto.

Chegamos no parque lá pelas dez e pouco, o estacionamento já tava cheio e eu estave eufórica. Pok que havia dormido a viagem toda estava bem descansado e pronto pra mais uma "aventura".

Eu já havia me informado que lá dentro havia um "trenzinho" pra fazer o passeio e tinha também um barco, pensei que essas seriam as melhores alternativas pra gente, primeiro porque estavamos com o Pok e sabiamos que esse negócio de fazer 'trilha" com criança não é muito bacana, segundo porque eu DETESTO fazer trilha kkkk.

Na portaria me informei, a mocinha muito gentil explicou exatamente oque fazer e lá fomos nós. De acordo com ela seria 15 minutos de caminhada até o trenzinho, de lá deveriamos descer na parada numero 3 e depois caminhar mata adentro (pelos lagos) até o barco que nos levaria ao ponto 1.
Opa, tava joia, uma hora e meia de caminhada me pareceu ok.

Pok se achando super aventureiro!
Lá fomos nós, tudo muito lindo e tals. Pegamos o trenzinho vazio na primeira estação, na segunda tinha um povão alvoroçado, parecia a estação da Sé as 6 da tarde. Uma gente mal educada e esquisita, Károly fez questão de dizer que aquele povo era a galera típica dos Balcãs, eu não gosto muito dessas generalizações e prefiro acreditar que nem todo mundo por lá é mal educado como aquela gente.

Pok se achando dono do Trenzinho e o povão esperando pra invadir.

Seguimos por uma trilha em zig-zag, eu olhava admirada para aquele água de um verde piscina maravilhoso, nunca tinha visto nada parecido, feliz agradecia o querido por ter me levado, agradecia a Deus, enfim, tava no paraíso!

Pok pediu essa foto, no trem que não era trem!

Na estação 3 começou o meu INFERNO!

Descemos do trenzinho e fomos pra tal trilha que nos levaria ao barco, a mocinha, indicou por onde seguir e eu já comecei a choradeira, eram umas passarelas de madeira, uma coisa estreita em cima dos lagos. Tava lotado e eu tava vendo a hora que um daqueles seres cretinos iria me empurrar pra sair da frente e eu iria cair e morrer! (DRAMA!)
Deixamos todo mundo seguir na nossa frente.

Károly não sabia se ria ou se chorava, se me ajudava ou se segurava o Pok, sim queridos, lembre-se, ele tava junto!

Segurança ZERO, eu não to exagerando!

A pedidos eu dei uma relaxada e tals, pensando "ahhh o barco tá perto, bora curtir a paisagem!", tiramos fotos e tudo ia bem até eu me dar conta de que mais de uma hora e meia já havia se passado e nem sinal do tal do barco.
Olha ae, dá até pra mentir que foi só alegria!
Seguimos caminhando, Pok ja não aguentava mais e berrava pra ir no cólo, o pai cansado implorava pra ele aceitar ir de cavalinho, ele não queria, queria ir no cólo. Eu chorando porque começamos a descer uns barrancos, a bagaça era escorregadia, tava vendo a hora que eu ia rolar lá pra baixo e fazer um strike na galera.

Não foi bacana!
 Detalhe, eu andando tudo isso de CHINELO, porque a espertona não levou TENIS!


Pausa!


Ao todo passamos 3 HORAS nessa trilha e foi o INFERNO na terra. Chegamos no barquinho eu já tava chorando e puta da vida, mas fiquei felizinha, esperava um passeiozinho e tals, na verdade era uma balsa pra atravessar do outro lado hahha, não era o meu dia!

Do outro lado, tinha um lugar super bacana que vc pode alugar canoas e fazer passeio, restaurante, playground, o lugar ideal pra ficar de boa admirando a paisagem e molhando os pés na água gelada.

Estavamos os três tão cansados, tão passados fisica e emocionalmente que nem paramos ali, subimos a escadaria de volta (enorme) pro ponto1 e caminhamos pra saída.

E ai rolou uma coisa bizarra e a cereja do bolo, vimos um monte de gente que haviamos visto horas atrás lá no meio do mato caminhando em sentido oposto, descobrimos então que haviam rotas alternativas, mais curtas e a LAZARENTA na entrada nos indicou a trilha mais LONGA. Gente, que raiva, eu praguejei até a oitava geração daquela infeliz e só não parei na portaria pra falar um monte porque realmente estava acabada, só queria ir pro carro.

Bom, é o seguinte, o lugar é lindo, maravilhoso não é atoa que recebe zilhões de visitantes de todas as idades e é patrimonio mundial da humanidade, PORÉM, o meu querido tinha razão, não é o meu tipo de passeio.
Então, se você é assim bunda-mole como eu, eu sugiro que vá pra lá dar uma olhada por cima, escolha uma trilha alternativa ou nem escolha uma trilha, simplesmente caminhe até a estação numero2 e desça pro primeiro lago, ali vc pode ir de barquinho até a estação 3 ouuuuuu alugar uma canoa e ficar curtindo, a canoa custa uns 5 euros.

Também achei que apesar de bem cuidado (suuuuper limpo, vc não ve o povo fazendo farofa, não vi sequer uma bituca de cigarro no chão durante a trilha) e de ter uma estrutura legal, falta segurança. As passarelas me deixaram bastante insegura e acredito que nas trilhas poderiam ao menos colocar umas barras de ferro, tipo corrimão, afinal tem gente de todas as idades por ali.

Eu recomendo levar crianças maiores de 3 anos e que sejam habituadas à esse tipo de passeio ou pelo menos que curtam uma coisa natureba. Pok não foi o único berrando e nós não eramos os únicos país passando aperto.
Até dá pra levar carrinho, mas se prepare pra ter que desmontar em alguns trechos ou carregar.

Use tenis, leve água, passe protetor solar, repelente e desencane de banheiro, não tem nenhum durante a trilha, apenas nos pontos de apoio.


A entrada do parque custa uns 15 euros, (110 kunas), o estacionamento acho que foi uns 4 euros (7 kunas por hora), estudante tem desconto e crianças menores de 6 anos não pagam, de 7 a 18 anos pagam meia.
O "trenzinho" e o barco estão inclusos no preço.

Pra ver só por cima é de graça, ou seja, se estiver passando por ali e quiser apenas parar pra dar uma olhada e tirar essa foto abaixo, é de GRAÇA!



Esse é o site oficial do Parque Plitvice, qualquer coisa to por aqui, se eu puder ajudar será um prazer.

Beijocas e ótimo final de semana.